O roaming 5G chegou finalmente: o que 25 operadores com planos SA significam para quem viaja
25 operadores planeiam roaming 5G SA em 2026, mas 80% admitem falhas. Saiba como o roaming 5G muda a ligação em viagem e o que a eSimphony oferece.
A promessa de uma ligação 5G sem sobressaltos durante as viagens é falada há anos. Em 2026, está finalmente a tornar-se realidade — ainda que com ressalvas importantes que convém perceber antes de esperar velocidades fulminantes logo à saída das chegadas do aeroporto.
Segundo o mais recente inquérito setorial da Syniverse, cerca de 25 operadores de redes móveis em todo o mundo planeiam lançar serviços de roaming 5G Standalone (SA) em 2026. Parece progresso, e é. Mas o mesmo inquérito revela uma verdade incómoda: 80% desses operadores admitem não estar totalmente preparados para a complexidade técnica e comercial que o roaming 5G exige.
O estado do roaming 5G em 2026
O relatório «State of 5G 2026» da GSMA descreve um setor em transição. As redes 5G cobrem hoje cerca de 45% da população mundial, contra 30% em 2024. O mapa de cobertura 5G SA da Ookla mostra uma presença concentrada na América do Norte, na Europa Ocidental, na Coreia do Sul, no Japão e em partes do Médio Oriente — precisamente as regiões que atraem os maiores fluxos de viagens internacionais.
Os números por trás da mudança
A dimensão do mercado de roaming torna a adoção do 5G inevitável. O mercado global grossista de roaming de entrada atingiu 26,73 mil milhões de dólares em 2025, segundo a Precedence Research, e deverá crescer até 51,12 mil milhões de dólares dentro do período de previsão. Espera-se que os assinantes de roaming 5G cheguem aos 210 milhões, um salto notável face aos apenas 4,5 milhões de 2021.
Não são números abstratos. Representam centenas de milhões de pessoas que em breve vão esperar — e exigir — no estrangeiro o mesmo desempenho de rede que têm em casa.
O que significa, na prática, o roaming SA
Nem todo o 5G é igual. A maior parte do roaming 5G atual funciona sobre arquitetura Non-Standalone (NSA), que depende das redes de núcleo 4G LTE existentes para gerir as ligações. Oferece descargas mais rápidas do que o 4G puro, mas não consegue entregar as funcionalidades transformadoras do verdadeiro 5G.
O roaming 5G Standalone muda a equação. Com arquitetura SA, quem viaja passa a ter acesso a:
- Latência ultrabaixa — tempos de resposta abaixo dos 10 ms, que fazem uma videochamada parecer uma conversa cara a cara
- Network slicing — atribuição de largura de banda dedicada que impede que o congestionamento degrade a sua ligação
- Maior capacidade — mais ligações em simultâneo sem quebras de velocidade em aeroportos, estádios e zonas turísticas cheias de gente
- Melhor cobertura no interior de edifícios — as redes SA que usam espetro de banda média e baixa penetram melhor nas construções
Como o roaming 5G muda a experiência de quem viaja
Para a maioria dos viajantes, o impacto prático do roaming 5G resume-se a três situações diárias que hoje causam frustração.
Videochamadas que funcionam mesmo
Quem viaja em trabalho e quem trabalha em nomadismo digital luta há muito com videochamadas entrecortadas a partir de quartos de hotel e espaços de cotrabalho no estrangeiro. As ligações 4G em roaming, com latências de 50 a 100 ms e velocidades de envio irregulares, transformam uma chamada de Zoom numa aposta. As ligações 5G SA, com latência abaixo dos 10 ms e velocidades de envio simétricas, transformam as reuniões remotas do clássico «estás a ouvir-me?» numa qualidade verdadeiramente cara a cara.
Navegação e tradução em tempo real
Andar por cidades desconhecidas com mapas de GPS que se atrasam, aplicações de tradução que ficam a carregar e serviços de transporte que perdem a sua localização é uma frustração comum em viagem. A baixa latência do 5G faz com que o Google Maps carregue o detalhe ao nível dos edifícios de imediato, que aplicações de tradução em tempo real como o Google Translate respondam sem aquela pausa desconfortável e que o condutor do Uber veja o seu ponto exato sem desvios.
Streaming e criação de conteúdos
Quem cria conteúdos de viagem — hoje um segmento relevante da economia do turismo — precisa de velocidades de envio fiáveis para publicar fotografias e vídeos de alta resolução no terreno. As redes 5G SA oferecem velocidades de envio de 100 a 200 Mbps em condições ideais, contra 10 a 30 Mbps no 4G. Isso transforma um envio de 10 minutos de um vídeo de viagem em 4K numa tarefa de 90 segundos.
O problema dos 80%: porque é que os operadores não estão prontos
O inquérito da Syniverse aponta várias barreiras que explicam este atraso na preparação. Os acordos bilaterais de roaming — os contratos entre a rede de origem e a rede visitada que tornam o roaming possível — precisam de ser renegociados para o 5G SA. A infraestrutura de interligação precisa de atualizações. Os sistemas de deteção de fraude concebidos para o 4G não são transponíveis diretamente. E, talvez o mais crítico, não existe um único padrão global para a faturação do roaming 5G, o que gera incerteza tanto para operadores como para consumidores sobre quanto vai custar o roaming 5G.
Para quem viaja, isto significa que o roaming 5G vai chegar de forma desigual. Pode ter 5G SA em Seul e cair para 4G em Berlim. O seu operador pode oferecer roaming 5G para o Japão, mas não para o Brasil. A experiência será fragmentada pelo menos até 2027.
Porque é que o eSIM contorna o estrangulamento do roaming
É aqui que o modelo eSIM oferece uma vantagem estrutural. O roaming tradicional exige que o seu operador de origem tenha um acordo bilateral com cada rede visitada — um processo lento, caro e agora ainda mais complicado pelas negociações do 5G SA.
Os fornecedores de eSIM como a eSimphony funcionam de outra maneira. Em vez de dependerem de acordos de roaming, a eSimphony liga-o diretamente às redes locais do país de destino. Quando um operador local já implementou 5G SA, acede-lhe diretamente — sem acordo bilateral, sem margem grossista a cair na sua fatura.
Isto significa que os utilizadores da eSimphony conseguem aceder a redes 5G em países onde o roaming tradicional ainda pode estar preso ao 4G. A cobertura depende da infraestrutura local, mas o caminho de acesso é mais simples e, normalmente, mais acessível do que o roaming do operador.
Passos práticos para quem viaja em 2026
Se quiser maximizar as hipóteses de ter ligação 5G no estrangeiro, considere estes passos:
- Verifique o seu dispositivo — confirme que o telemóvel suporta as bandas 5G SA usadas no país de destino
- Deixe de lado o roaming tradicional — os planos de roaming dos operadores são os mais lentos a passar para 5G SA, por dependerem de acordos bilaterais
- Use um eSIM com acesso à rede local — fornecedores como a eSimphony ligam-no à melhor rede local disponível, incluindo 5G onde já existe
- Ajuste as expectativas — mesmo em cidades com cobertura 5G, a cobertura interior e o congestionamento variam; o 5G SA ainda não está em todo o lado
O caminho pela frente
A trajetória é clara: o roaming 5G vai tornar-se o padrão dentro de dois a três anos. Os 210 milhões de assinantes de roaming 5G projetados representam não apenas uma oportunidade de mercado, mas uma mudança de fundo naquilo que quem viaja espera da ligação no estrangeiro.
Os operadores que se moverem mais depressa — e os fornecedores de conectividade que retirarem atrito do processo — vão definir a próxima era da tecnologia de viagem. A diferença entre 4G e 5G não é só velocidade. É fazer com que cada interação digital em viagem pareça tão natural como em casa.
Para quem não quer esperar que os acordos bilaterais de roaming se ponham em dia, a eSimphony já oferece acesso a redes 5G nos destinos suportados. Transfira a app eSimphony antes da próxima viagem, veja os planos para o seu destino e chegue já ligado — quer a rede local seja 4G ou 5G, obtém a melhor velocidade disponível sem a margem do roaming.
Referências
- 1. "Syniverse 5G Roaming Readiness Survey 2026." Ver a fonte
- 2. "GSMA — The State of 5G 2026." Ver a fonte
- 3. "Ookla 5G SA Global Footprint Map." Ver a fonte
- 4. "Precedence Research — Roaming Market Report." Ver a fonte
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